CHAMONIX - FRANÇA

Chamonix fica nos alpes franceses, mas o acesso geralmente é feito através de Genebra na Suíça, onde algumas empresas oferecem transporte terrestre do aeroporto até Chamonix. Recomendo a empresa Cham Express,  mas existem outras opções, com o custo aproximado de 60 Euros pelo trajeto de ida e a volta. A cidade fica localizada em um vale dividido por duas cadeias de montanhas, de um lado fica o maciço do Mont Blanc e do outro as Aiguilles Ruges. A região é um verdadeiro parque de diversões para qualquer montanhista, onde todos os estilos estão disponíveis, desde o boulder até a alta montanha.

 

Como hospedagem existem diversas opções, como hotel, hostel, camping e refúgio de montanha. Para escolher algo compatível com seu orçamento basta fazer uma pesquisa em alguns sites como booking.com, geralmente não existe muita dificuldade, basta um pouco de antecedência e ficar atendo no ranking e opinião de quem já se hospedou.

 

Uma dica interessante é comprar o passe de livre acesso ao sistema de transporte de montanha, como os teleféricos e trens, já que isso vai poupar tempo e perna nas aproximações. Na estação do teleférico de Brévent, no centro da cidade, é possível comprar esse passe, mas o preço não é muito “amigo”.

 

Para se aclimatar a boa é começar pelas Aiguilles Rouges, com diversas opções em Brévent e no Index. Em Brevent a Voie Frison-Roche é uma excelente opção, ela é toda grampeada e possui um grau de dificuldade em torno do 5º VI brasileiro, tem aproximadamente 200 metros de extensão e não é necessário fazer rapel, já que do cume desce de teleférico. Como essa via é um clássico da região e muito próximo da cidade, é fundamental chegar cedo para não pegar muito congestionamento da parede. No Index uma boa opção é a Madagasikara na Grand Floria, que é o cume mais alto das Aiguilles Ruges com 2.888 metros de altitude. A via também é toda grampeada, com grau de dificuldade em torno de 5º Vsup brasileiro e aproximadamente 250 metros de extensão. Nessas escaladas é recomendável utilizar o guia Opposite Mont Blanc, The Aiguilles Rouges, do Michel Piola.

Outro setor muito interessante é o Plan de Aiguille, que é a primeira parada para quem sobe para a Aiguille du Midi, uma espécie de platô com diversas agulhas. Nesse setor a Arête dês Papillons na Aiguille du Peign é uma das principais atrações. Para chegar na base da via basta pegar o teleférico da Aiguille Du Midi, saltar na primeira estação, e fazer uma trilha relativamente bem definida até a aresta da Aiguille du Peigne, na borda do glaciar Pelerins, que desce da Aiguille Du Midi. O grau de dificuldade da via fica em torno do 5º brasileiro, com 250 metros, e exige um pouco de orientação, já que é praticamente toda em móvel, inclusive com paradas em móvel.  Chegando no final da via, que não é o cume principal da Aiguille du Peigne, é necessário fazer alguns rapeis até a moraina, na borda do glaciar Pelerins, sem precisar entrar nele, e seguir por uma trilha até a estação do teleférico. Nessa escalada é recomendável utilizar o guia Escalades Choisies, Mont-Blanc e Aiguilles Rouges do Jean Louis Laroche e Florence Lelong. 

 

Para quem pretende fazer escaladas em ambiente alpino a dica é o setor Envers des Aiguilles. Para acessar é preciso pegar um trenzinho até o Montenvers Hotel, que fica na beira do Mar de Glace, o maior glaciar do maciço do Mont Blanc, e seguir para refúgio Envers des Aiguilles. Na estação final desse trenzinho existe uma espécie de complexo turístico, com o hotel, diversas lojas de suvenir e um mirante para o glaciar. Na extremidade desse complexo fica o início/fim da via ferrata que desce para o glaciar. Descendo pela via ferrata é preciso caminhar pelo glaciar na direção do refúgio durante aproximadamente 45 minutos, sendo que em dado momento será preciso sair pela direita através de uma segunda via ferrata. A dica é procurar uma sinalização no lado direito rochoso do glaciar, que indica a base dessa via ferrata. Subindo pela via ferrata, que na verdade é uma grande escadaria, com alguns platôs intermediários, é preciso pegar um trilha até o refúgio. Todo esse trajeto, do hotel até o refúgio, deve demorar de duas até três horas.

 

O refúgio Envers de Aiguilles fica cercado por agulhas e glaciares, com muitas opções de escalada em rocha, todas com fendas, ou seja, um bom rack de móveis é fundamental. Apesar das escaladas serem em rocha, a aproximação cruza glaciares, logo grampons e piolet clássico são necessários para acessar a base das vias.  A estrututa do refúgio é bem completa, com dormitório, cozinha e banheiros, tudo muito arrumado e limpo. Recomenda-se fazer a reserva para não ficar na roubada por lá, mas de qualquer forma existe a opção de acampar ou bivacar ao redor dele.

 

Quem busca as escaladas em ambiente de alta montanha, a grande atração é a Aiguille Du Midi, com 3.842 metros de altitude. Para acessar basta pegar o teleférico da Aiguille Du Midi até o seu cume, e depois descer pela aresta até o Vallée Blanche, onde ficam as bases das vias de escalada. As vias mais procuradas nesse setor são as clássicas Rebouffat e Cosmic Ridge.

 

Já para aqueles fissurados na escalada esportiva, Les Gaillands fica cerca de dois quilómetros do centro da cidade e possui diversas opções vias nesse estilo. Caso não queira caminhar até lá, existem algumas linhas de ônibus até esse setor. Mais informações podem ser encontradas no guia Grag Climbs in Chamonix, do Francois Burnier e Dominique Potard, que além de Les Gailland, possui outros setores de escalada esportiva e boulder.

 

Texto: Mauro Chiara

 

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