ÁS DE ESPADAS - PÃO DE AÇÚCAR

A Ás de Espadas é uma das vias de escalada mais frequentadas do Pão de Açúcar, já que é muito bem protegida e bonita, além de poder fazer cume emendando com o Costão. Ela fica na face sul do Pão de Açúcar e durante o inverno fica abrigada do sol durante quase todo o dia. 

 

Para acessar a sua base é preciso entrar na Pista Claudio Coutinho, no canto esquerdo da Praia Vermelha. A entrada da trilha é discreta e fica praticamente no final da pista, uma referência é uma lata de lixo laranja e um bloco de pedra no canto esquerda da pista.  A entrada fica exatamente passando por cima desse bloco de pedra, seguindo para cima e passando por alguns boulders. Essa trilha segue por alguns blocos de pedra pequenos até chegar próximo da parede do Pão de Açúcar, onde é preciso seguir pela direita por um bosque relativamente aberto.

 

A trilha nesse bosque é bem definida e logo no início existe uma clareira e a base da via Alfredão. Seguindo mais um pouco será preciso cruzar uma pequena pequena laje de pedra e logo depois subir por um costão. Subindo por esse costão é possível acessar a base da Ás de Espadas e da Coringa, mas a Ás de Espadas segue para a esquerda no final desse costão e a Coringa para a direita. Como esse setor do Pão de Açúcar é muito frequentado, geralmente é possível localizar as vias com certa facilidade, mas existem alguns atalho que podem confundir a orientação.

 

A primeira enfiada já começa com lances delicados em agarrência na casa do quinto grau, depois é preciso fazer um diagonal para a direita até uma parada dupla onde pode ser feita uma parada intermediária. O ideal é continuar seguindo na via, sempre com lances técnicos em agarras pequenas na casa do quinto grau, até chegar em uma segunda parada dupla onde pode ser feita a P1.

 

A famosa retinha da Ás de Espadas fica na segunda enfiada, que é uma reta extremamente bem protegia sempre na casa do sexto grau. Olhando de baixo parece que existem muitas agarras, mas chegando perto é possível perceber que as agarras são muito pequenas e exige um bom trabalho de pés e equilíbrio. No final da reta tem uma barriguinha bem técnica com agarras pequenas, cotada em sexto superior, mas depois o grau da enfiada cai para um quarto grau até chegar em um platô com parada dupla onde pode ser feita a P2.

A terceira enfiada começa com uma diagonal para direita cotada como quinto grau, onde é recomendável utilizar costuras longas de 60 ou 80 centímetros para reduzir o arrasto da corda. No final dessa diagonal é preciso fazer um lance para cima na casa do sexto grau, onde é preciso superar um bonito veio de cristal. Fazendo esse lance pela extrema direita do veio de cristal fica mais fácil! Depois basta fazer mais um lance em diagonal para a esquerda até um platô com parada dupla, onde pode ser feita a P3.

 

A quarta enfiada é bem curtinha e segue para cima por lances de quarto grau até a Costão do Pão de Açúcar, onde existe um grampo que pode ser utilizado como P4.

 

Para finalizar é possível descer a trilha do Costão em direção a pista Claudio Coutinho, ou seguir o Costão em direção ao cume. De qualquer forma, existem diversas opções para fazer cume, pegando as vias da face leste. 

 

Dificuldade: 6 Vsup E1 D1 130 metros

Conquistadores: Antonio Carlos Magalhães, Ricardo de Morais Almeida e Paulo Roberto L.P Ferreira

Ano da Conquista: 1979

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