CHAMINÉ STOP - PÃO DE AÇÚCAR

A Stop é outra via super clássica do Rio de Janeiro, uma conquista de 1944, mas até hoje pode ser considerada um desafio aos escaladores. Apesar de tecnicamente fácil, sempre na casa do terceiro ou quarto grau de dificuldade, a Stop é uma via relativamente longa e exposta, logo é preciso estar com o preparo físico e o psicológico em dia. Ela fica localizada na face sul do Pão de Açúcar, mais especificamente no Totem, sendo uma ótima opção para quem busca fugir do sol. Em caso de chuva, a Stop pode demorar um pouco para secar, principalmente no durante o inverno, quando fica abrigada do sol praticamente o dia todo. 

 

Para acessar a sua base é preciso entrar na Pista Claudio Coutinho, no canto esquerdo da Praia Vermelha. A entrada da trilha é discreta e fica praticamente no final da pista. Uma boa referência é uma lata de lixo laranja e um bloco de pedra no canto esquerda da pista.  A entrada fica exatamente passando por cima desse bloco de pedra, seguindo para cima e passando por alguns boulders. Essa trilha segue por alguns blocos de pedra pequenos até chegar próximo da parede do Pão de Açúcar, onde é preciso seguir pela esquerda por um bosque relativamente aberto.

 

Obs: Seguindo pela direta fica a base da Alfredo Maciel e caminhando um pouco mais as vias Ás de Espadas e Coringa. Seguindo pela esquerda fica a trilha para o Totem.

 

A trilha nesse bosque é relativamente bem definida e segue sempre subindo em direção ao Totem, mantendo uma certa proximidade com a parede do Pão de Açúcar. No final dessa trilha vai ser possível identificar a base da Chaminé Gallotti, mas para a Stop será preciso subir em direção ao Lagartão. Essa subida é uma espécie de costão com alguns lances de trepa pedra e mato que termina na base do Lagartão. Para a Stop é preciso continuar subindo até uma pequena base mais para a cima, sendo a mesma base da Stopida, que é uma via esportiva.

 

A primeira enfiada da Stop é uma rampa cotada em terceiro grau, que termina em um platô com algumas árvores. A P1 pode ser feita no tronco de uma grande árvore, ao lado da chaminé.

 

Com uma corda de 70 metros é possível emendar a segunda e a terceira enfiadas, que já seguem por trechos em chaminé e outros em agarra ou até mesmo segurando algumas raízes. A P2 neste caso já pode ser feita no salão azul, um amplo platô localizado mais ou menos no meio da parede.

 

A quarta enfiada segue por alguns blocos no fundo do salão azul, até que em dado momento é preciso passar pelo conhecido "buraco da galinha”, uma passagem pequena e escura no meio do Totem. Depois é preciso seguir mais um pouco pelo ambiente escuro até uma parada dupla. 

 

A quinta enfiada é a chaminé do L, uma grande chaminé cotada em quarto grau, onde a proteção é mais afastada. Acredito que esse seja o crux psicológico da via, onde é preciso escalar com cuidado, já que a rocha não é das mais limpas.

 

Na sexta e última enfiada segue por bonitos lances em diedro, já no lado de fora da chaminé, até uma parada dupla. Depois basta fazer uma curta trilha até o cume do Pão de Açúcar, pegar o bondinho até o Morro da Urca e por fim descer a trilha para a Pista Claudio Coutinho.

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