FATA MORGANA - CAPACETE

Para se chegar na base é preciso seguir pela trilha que se inicia na porteira do Mascarim, subindo em direção ao Vale dos Deuses, passando pelo refúgio do parque até chegar no setor CERJ. Depois de cair pela esquerda no setor CERJ, é preciso seguir por uma trilha definida e na sequencia é preciso seguir por uma trepação até a base da CERJ.

 

A primeira enfiada da Fata Morgana é pela CERJ, saindo do platô através de uma fenda frontal até um grampo e depois caindo para a direita, sempre seguindo os grampos até um parada simples em posição confortável.

 

A segunda enfiada também começa pela CERJ, mas após o segundo grampo é preciso cair para a esquerda, seguindo por uma rampa fácil e depois por um lance exposto até uma parada dupla em chapeletas. Apesar de exposto, esse lance é relativamente fácil, com muitas agarras grandes para pés e mãos, uma verdadeira escadaria.

 

A terceira enfiada é toda em proteções móveis e praticamente uma linha reta para cima, passando por algumas fendas e buracos onde friends médios e grandes podem ser utilizados. Na segunda metade dessa enfiada as opções de fendas e buracos começam a diminuir, logo é preciso ter criatividade para laçar alguns bicos de pedras. A P3 fica ligeiramente para a esquerda, após uma barriguinha, em um platô confortável com parada simples em chapeleta.

 

A quarta enfiada começa por algumas fendas abertas, onde não é possível encaixar as proteções móveis, mas pode ser utilizado um bico de pedra logo no inicio, evitando o fator 2 na parada simples. Esse lance inicial está cotado em quinto grau e após essas fendas existe uma chapeleta, sendo preciso costurar e depois fazer uma horizontal/diagonal para a esquerda até a segunda chapeleta. Após essa segunda chapeleta é preciso tocar para cima até uma laca pequena, onde um Camalot #.75 ou #1 pode ser utilizado. Seguindo um pouco mais para cima fica a parada dupla com chapeletas.

A quinta enfiada começa para a direta, na direção de um grande sulco na rocha, onde existe um chapeleta no meio e outra após esse sulco. Depois é preciso fazer uma grande diagonal para a direita, sempre seguindo as proteções fixas, até um diedro na extrema direita. Esse diedro dever ser feito utilizando proteções móveis e a partir da sua metade é possível sair em agarras para a direita, na direção da parada simples com chapeleta. Exista a possiblidade de colocar um Camalot #3 em uma fenda ao lado dessa chapeleta, o que melhora a segurança na parada.

 

A sexta enfiada começa com uma barriguinha atlética de quinto grau até uma chapeleta, depois é preciso seguir para a direita até uma fenda onde a proteção pode ser melhorada com peças pequenas, para depois fazer um lance delicado de quinto superior até um tetinho na esquerda. Na base desse tetinho pode ser colocado um Camalot #2 e fazendo mais para a esquerda existem muitas opções de agarras para ajudar no lance. Depois a enfiada segue para cima, passando por um diedro com vegetação até uma parada simples da CERJ.  É preciso ficar atendo porque essa parada é relativamente escondida, ela fica no final em uma espécie de buraco, no canto direito da parede.

 

Para fechar a via basta fazer as duas últimas enfiadas da CERJ, ambas cotadas em terceiro ou quarto grau, e fechar a escalada!

 

Para descer basta caminhar em direção ao cume rochoso do Capacete e depois seguir o totens e fitas reflexivas até a parada dupla da Sergio Jacob. Localizando a parada dupla bastam três rapeis com corda dupla para acessar a base. O rapel pela Sergio Jacob não tem mistério, praticamente em linha reta e com diversas paradas duplas.

 

Depois, basta uma hora e meia de caminhada para chegar no Mascarim!

 

A via é cotada como 5º Vsup D3 E3, com aproximadamente 400 metros e proteções fixas e móveis. Para fazer essa via bastam levar umas 12 costuras, um jogo de Camalot do #.3 até o #3 e cordas duplas para uma eventual fuga pela própria via. Como em grande parte de via predominam as chapeletas como proteções fixas, inclusive nas paradas, em caso de rapel será necessário abandonar equipamento. Os lances mais fáceis de quarto ou quarto superior são bem expostos, ou seja, não pode cair! Já os lances mais difíceis de quinto ou quinto superior são relativamente bem protegidos. 

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