AGULHA DO DIABO

A Agulha do Diabo é considerada uma das escaladas mais lindas do mundo. Além do seu cume pontiagudo, ela fica cravada no meio da Serra dos Órgãos, cercada pelos pelos paredões de diversas montanhas com a Pedra do Sino e o Garrafão.

 

Para fazer essa escalada, primeiramente é preciso entrar na sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos em Teresópolis. Após entrar no parque é preciso seguir por uma estradinha até a barragem, onde fica localizada a entrada da trilha para a Pedra do Sino.

 

A trilha para a Agulha do Diabo começa pela trilha da Pedra do Sino, que é praticamente uma avenida na Serra dos Órgãos. Entrando na trilha da Pedra do Sino é preciso seguir sempre para cima, passando pela cachoeira Véu da Noiva e as ruínas do antigo abrigo 3, que atualmente é apenas um clareira com um gramado no meio da trilha, utilizada eventualmente como ponto de apoio ou parada para descanso.

 

Logo após as ruinas do abrigo 3 existe a Cota 2000, que uma espécie de mirante com um grande bloco de pedra de frente para o Morro da Cruz. Poucos metros antes desse grande bloco, existe a saída discreta para a esquerda, é uma passagem meio fechada que vai dar na trilha de acesso ao Morro da Cruz.

 

É preciso entrar nessa trilha de acesso ao Morro da Cruz, mas não é para seguir em direção ao seu cume. Em dado momento, antes de subir pela crista do Morro da Cruz, é preciso cair para a direita, em direção ao Paquequer. 

 

Contornando pela direita, logo em seguida começa uma descida, passando por algumas lajes de pedra, até chegar no vale do Paquequer. Chegando no vale é preciso seguir por uma trilha, cruzar dois riachos e depois por uma clareira que eventualmente é utilizada como camping selvagem para pernoite.

 

A partir dessa clareira, a trilha segue em direção ao mirante do inferno, que deverá ser contornado pela esquerda, para acessar uma grota. Essa grota é uma espécie de calha com inclinação bastante acentuada, que desce em direção a Agulha do Diabo.

 

Chegando no fundo da grota, é preciso cair para a direita, entrar em uma espécie de caverna com um buraco no topo, subir pelo buraco e depois continuar pela trilha sempre para a direita, em direção da base da Agulha do Diabo. Todo esse trajeto de trilha deve durar de 3 até 4 horas, dependendo da condição física e conhecimento do caminho.

 

A escalada é toda grampeada, mas recomendo um jogo de friends para ajudar na proteção, bastam quatro peças equivalentes ao Camalot .5, .75, 1 e 2 para fazer com mais segurança.

 

Um dos trechos mais conhecidos é o lance do cavalinho, uma fenda em diagonal para a esquerda, que dá acesso ao interior da unha. Esse lance pode ser feito deitado, geralmente “minhocando”de barriga para baixo, ou "pagando barra” com os pés no vazio ou em aderência. Outro lance bastante conhecido é a chaminé da unha, uma grande chaminé com abertura para os dois lados, que termina na pontinha da unha, quase no cume.

 

O cume dessa montanha é um dos mais bonitos da Serra dos Órgãos, onde cabem apenas três ou quatro pessoas se equilibrando nas arestas, sendo uma escalada obrigatória no currículo de qualquer escalador!

 

Dificuldade: 3 3sup C

Conquistadores: Giusepe Toseli, Roberto Menezes de Oliveira, Raul Fioratti, Gunther Buchheister e Almy Ulissea

Ano da Conquista: 1941

Agulha vista do Morro da Cruz

Agulha vista do Morro da Cruz

Foto: Mauro Chiara

Agulha do Diabo

Agulha do Diabo

Foto: Mauro Chiara

Primeira enfiada da Agulha do Diabo

Primeira enfiada da Agulha do Diabo

Escalador: Filipe Brito Foto: Mauro Chiara

Primeira enfiada da Agulha do Diabo

Primeira enfiada da Agulha do Diabo

Escalador: Filipe Brito Foto: Mauro Chiara

Homenagem aos conquistadores

Homenagem aos conquistadores

Foto: Mauro Chiara

Segundo diedro da Agulha do Diabo

Segundo diedro da Agulha do Diabo

Escalador: Mauro Chiara Foto: Filipe Brito

Segundo diedro da Agulha do Diabo

Segundo diedro da Agulha do Diabo

Escalador: Mauro Chiara Foto: Filipe Brito

Segundo diedro da Agulha do Diabo

Segundo diedro da Agulha do Diabo

Escalador: Mauro Chiara Foto: Filipe Brito

Primeira chaminé da Agulha do Diabo

Primeira chaminé da Agulha do Diabo

Escalador: Mauro Chiara Foto: Filipe Brito

Lance do Cavalinho na Agulha

Lance do Cavalinho na Agulha

Escalador: Mauro Chiara Foto: Filipe Brito

Lance do Cavalinho na Agulha

Lance do Cavalinho na Agulha

Escalador: Mauro Chiara Foto: Filipe Brito

Chaminé da Unha na Agulha do Diabo

Chaminé da Unha na Agulha do Diabo

Escalador: Felipe Brito Foto: Mauro Chiara

Chaminé da Unha na Agulha do Diabo

Chaminé da Unha na Agulha do Diabo

Escalador: Felipe Brito Foto: Mauro Chiara

Cume da Agulha do Diabo

Cume da Agulha do Diabo

Foto: Mauro Chiara

Rapel da Agulha do Diabo

Rapel da Agulha do Diabo

Escalador: Mauro Chiara Foto: Filipe Brito

Agulha do Diabo

Agulha do Diabo

Foto: Mauro Chiara

Verruga do Frade

Verruga do Frade

Foto: Mauro Chiara

Agulha do Diabo vista do São Pedro

Agulha do Diabo vista do São Pedro

Foto: Mauro Chiara

Agulha do Diabo vista do São Pedro

Agulha do Diabo vista do São Pedro

Foto: Mauro Chiara

Escaladores no cume de agulha

Escaladores no cume de agulha

Foto: Mauro Chiara

Escalada é um esporte de risco, acidentes graves e mortes podem acontecer com escaladores experientes e inexperientes. O conteúdo desse site não garante sua segurança ou o sucesso da escalada. Caso tenha o interesse de iniciar no mundo da escalada procure um instrutor qualificado e capacitado para essa atividade de risco elevado.

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