VERRUGA DO FRADE

Verruga do Frade é uma montanha singular da Serra dos Órgãos, na silhueta da serra é possível identificar o perfil de um rosto humano, com o nariz e sua verruga na ponta, queixo e capucho.  A Verruga do Frade é na verdade um grande bloco de pedra equilibrado no cume do Nariz do Frade, e seu acesso é feito através de um lance de artificial fixo. Toda a escalada do nariz e da verruga possui apenas três enfiadas, todas bem distintas entre si, e sua principal característica é a longa chaminé da primeira enfiada.  

 

Para fazer a escalada é preciso entrar na sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos em Teresópolis, iniciar a caminhada pela na trilha da Pedra do Sino e depois fazer o circuito da Passagem da Neblina. Começando pela trilha da Pedra do Sino, basta subir em direção da cachoeira Véu da Noiva e depois pelas ruinas do abrigo 3, que atualmente é apenas um clareira com um gramado no meio da trilha. 

 

Logo após o abrigo 3 fica a Cota 2000, uma espécie de mirante com um grande bloco de pedra de frente para o Morro da Cruz. Alguns metros antes desse bloco grande, existe uma discreta passagem para a esquerda, que vai dar na trilha de acesso ao Morro da Cruz, sendo preciso entrar nessa trilha e seguir em direção ao seu cume. Chegando no cume, basta descer pela crista na direção da Verruga do Frade, passando por algumas lajes de pedra e alguns lances de rapel, até a base da grande chaminé. 

 

Outra opção para acessar o cume do Morro da Cruz é através do Paredão Paraguaio, adicionando neste caso mais uma via de três enfiadas no circuito, mas neste caso será preciso levar algumas peças móveis para fazer essa via. 

 

A primeira enfiada é um chaminé toda grampeada, relativamente bem protegia, mas que exige um pouco do preparo físico. Ela começa larga, mas na medida que vai subindo fica apertada, forçando os joelhos contra a parede, logo o uso de joelheiras é recomendável. No final ela volta a ficar mais larga e finaliza em um platô confortável, onde por ser feita a P1. 

 

A segunda enfiada é curtinha, ela começa com um lance de aderência meio sujo, onde existem alguns grampos como proteção, mas logo na sequencia é preciso fazer um lance de entalamento. Esse lance de entalamento é uma passagem para acessar o interior da montanha, que termina no cume do Nariz do Frade, onde pode ser feita a P2.

A terceira e última enfiada é um artificial fixo para acessar o cume da Verruga do Frade, bastam algumas fitas improvisando um estribo para superar esse lance com facilidade. No cume existe um grampo e nele deve ser feito a P3.

 

O rapel pode ser feito com uma corda de 60 metros e não tem muito mistério, o único ponto de atenção é o segundo rapel, que não é feito da P2. Existe uma parada dupla na borda do cume do Nariz do Frade, que deve ser utilizado para o rapel até a P1. Da P1 devem ser feitos mais dois rapeis com corda simples de 60 metros, ou apenas um rapel com corda dupla até a base. 

 

Para o caminho de volta, o ideal é descer pela trilha, dando continuidade na Passagem da Neblina até a trilha principal da Pedra do Sino, na altura da Cachoeira do Véu da Noiva. Vale ressaltar que logo no início da trilha de descida da Passagem da Neblina tem um lance curto de rapel pelo paredão Roy Roy, mas na sequencia a trilha segue sem maiores obstáculos.

 

Grau de Dificuldade: 4º A1 E3

Conquistadores: São Miguel Inácio Jorge, Luiz Gonçalvez, Arlindo Mota, Antonio Godoy, Andral Povoa, Americo de Oliveira e Alcides Carvalho.

Ano da Conquista: 1933

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