DIEDRO SALOMITH - DEDO DE DEUS

O Diedro Salomith é uma via que segue totalmente independente até o cume, mas em diversos pontos existe a possibilidade de fuga para outras vias, como a Passagem Abissal e a Face Leste, além da Variante Gilda Borges.  

Para quem vai de carro a dica é estacionar no Paraíso da Plantas, uma espécie de centro comercial com lanchonete, restaurante e supermercado no lado direito da pista de subida, ainda na estrada, mas muito próximo de Teresópolis. Basta se orientar pelo telhado verde que é possível visualizar da estrada.

 

Com o carro estacionado no Paraíso das Plantas, basta descer pelo acostamento da estrada, passando por um estacionamento onde se localiza uma Santinha, e pouco mais abaixo está a entrada da trilha para o Dedo de Deus. Essa entrada é discreta, mas não é difícil de ser localizada.

 

A trilha até a base dos cabos de aço é forte e dura aproximadamente 45 minutos, mas esse tempo pode variar dependendo do ritmo de subida. A trilha termina na base dos cabos de aço, nesse momento é interessante colocar os equipamentos de escalada como a cadeirinha, corda, capacete e sapatilha. O início do trecho de cabo de aço é mais vertical e geralmente fica úmido, logo é preciso subir com atenção!

 

Após uns 100 metros de escalada em cabo de aço, a subida começa a alternar trechos de cabo de aço e trilha. Em dado momento vai aparecer uma bifurcação discreta, nessa hora é preciso seguir pela direita, na direção da face leste e do polegar. Seguindo reto é o caminho para a via Teixeira, logo é preciso ter atenção para não errar e parar do outro lado da montanha.

A base do Salomith fica localizada antes do colo entre o Dedo de Deus e o Polegar, basta se orientar pelo grande diedro que vai aparecer nessa face da montanha. O primeiro grampo é baixo, fica logo acima de um pequeno platô, onde é recomendável fazer uma P0 para reduzir o atrito da corda na primeira enfiada.

 

A primeira, segunda e terceira enfiadas seguem pelo bonito diedro, todo protegido por grampos, mas que em muitos momentos a proteção pode ser melhorada com algumas proteções móveis. A dica é emendar a primeira com a segunda enfiada, usando fitas grandes para diminuir o arrasto da corda.

A quarta enfiada continua no diedro, mas o primeiro lance é uma aderência delicada para a esquerda, saindo do diedro. Depois volta para o diedro em um lance negativo classificado como VIIa, que pode ser feito em A0. Na sequência a via segue por uma fenda até um grande platô onde fica localizada a P4.

Esse platô é uma grande encruzilhada no Dedo de Deus, seguindo pela esquerda é possível acessar a Variante Gilda Borges e a Passagem Abissal. Já seguindo pela direita fica a continuação do Salomith e logo depois a P1 da Face Leste.

Considerando que a quinta enfiada é uma caminhada para a direita, a sexta enfiada começa por uma sequência de grampos de 1/4 de polegada, que pode ser feita em AO, e depois segue em diagonal e horizontal para a esquerda, alternando grampos de 1/2, 3/8 e 1/4 no padrão E1. É possível fazer toda essa enfiada em livre, ou artificializando os trechos mais difíceis, que são classificados em VIIa e VIsup.

A sétima e oitava enfiadas seguem por um diedro fácil, sujo e com muita vegetação. Apesar desse trecho ser tecnicamente fácil, pode dar muito trabalho caso esteja molhado.  

A nona enfiada é um lindo diedro, que é feito alternando proteções móveis e proteções fixas (grampos de 1/2 polegada). Nesse diedro uma sequencia de Black Diamond Camalot, 4, 3, 2, 1 e .75 ajudam muito após o primeiro grampo. Vale ressaltar que existe a opção de subir contornando o diedro pela direita, acessando o final da Face Leste por trilha.     

A décima e última enfiada é uma sequência de grampos, que são feitos em artificial fixo até o cume. Essa enfiada também pode ser evitada seguindo pela direita, fazendo o último lance de escalada da Face Leste, que termina no platô da escada. 

A descida é pela Teixeira, logo é preciso descer a escada e depois seguir o caminho oposto da Face Leste, ou seja, virar para a direita para quem está olhando para a escada. No canto direito do platô é possível localizar os grampos da Teixeira, dai para baixo são três rapeis e depois segue descendo, ora por trilha, ora por cabo de aço.

Dificuldade: 5° VIIa A0/VIIb E1 D4

Conquistadores: Mario Arnaud, Santa Cruz, Amelio Montinelli, Willy Chen, José Zaib, Luís Sayão, Lucia Ladeira, Daniel Bernardes, Mauricio Motta e Luiz Carlos Barbosa

Ano da Conquista: 1982

Equipamento sugerido: corda de 60 metros, 14 costuras, um jogo de BD Camalot do .4 ao 4 e um jogo de nuts.

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