CHAMINÉ CASSIN - SÃO PEDRO

A Chaminé Cassin é uma escalada antiga, como muitas da Serra dos Órgãos, localizada na face leste do São Pedro, e sua base fica próxima do Abrigo Paquequer, no caminho para o Mirante do Inferno, São João e Agulha do Diabo.
 
Para fazer essa escalada é preciso entrar na sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos em Teresópolis. Após entrar no parque é necessário seguir por uma estradinha até a barragem, onde fica localizada a entrada da trilha para a Pedra do Sino.
 
Assim como diversas escaladas do parque, a trilha para a Chaminé Cassin começa pela trilha da Pedra do Sino, que é praticamente uma avenida na Serra dos Órgãos. Entrando na trilha da Pedra do Sino é preciso seguir sempre para cima, passando pela cachoeira Véu da Noiva e as ruínas do antigo abrigo 3, que atualmente é apenas uma clareira com um gramado no meio da trilha, utilizada eventualmente como ponto de apoio ou parada para descanso.
 
Logo após as ruínas do abrigo 3 fica a Cota 2000, que é uma espécie de mirante com um grande bloco de pedra de frente para o Morro da Cruz. Poucos metros antes desse grande bloco, existe uma saída discreta para a esquerda, é uma passagem meio fechada que vai dar na trilha de acesso ao Morro da Cruz. É preciso entrar nessa trilha, mas não é para seguir em direção ao seu cume. Em dado momento, antes de subir pela crista do Morro da Cruz, é preciso cair para a direita, em direção ao Paquequer.
 
Contornando pela direita, logo em seguida começa uma descida, passando por algumas lajes de pedra até chegar no vale do Paquequer. Chegando no vale é preciso seguir por uma trilha, cruzar dois riachos e depois passar por uma clareira que eventualmente é utilizada como camping selvagem para pernoite.
 
Após essa clareira, basta seguir pela trilha por mais alguns metros e já é possível visualizar a linha da Chaminé Cassin no lado direita, que é a face do São Pedro. Nesse momento é preciso sair da trilha principal e procurar uma trilha discreta na direção da base da escalada, que fica muito próximo, não sendo muito crítica sua localização
A via é relativamente curta, é toda grampeada e predomina os lances de chaminé, mas também possui lances de agarra e domínio de platô. Ao final da quarta enfiada a via segue por um costão rochoso que dá acesso ao cume do São Pedro, que possui uma vista espetacular da Agulha do Diabo.
 
A primeira enfiada é muito tranquila, com exceção do último movimento para chegar na P1, que provavelmente é o crux da via. De qualquer forma esse lance é muito bem protegido, podendo ser feito inclusive em artificial. A P1 é um pequeno platô com parada dupla após esse lance.
 
A segunda enfiada é um pouco mais forte e o grau vai aumentando gradativamente, com movimentos em uma chaminé rasa. Na parte final, onde o grau fica mais forte, ela é muito bem protegida e o lance mais difícil é o último movimento, quando a chaminé termina e é preciso fazer a passagem para o platô no lado de fora da chaminé. A P2 é feita no grampo simples em platô com vegetação.
 
Na terceira enfiada a chaminé fica mais definida e é possível ficar confortável dentro dela. Mas, na medida em que você sobe, ela vai ficando mais apertada e suja e no final vira uma fenda de meio corpo. Depois é preciso sair dela fazendo uma travessia para a direita na direção da parada dupla. A P3 pode ser feita nessa parada dupla para reduzir o atrito da corda. Vale destacar que no meio dessa enfiada foi possível melhorar a proteção utilizando um bico de pedra.
 
Depois a via perde muita inclinação, passando por outra parada dupla e fechando em um grampo simples, que pode ser considerado como P4. Essa parada é o final da via, onde é possível deixar a corda e os equipamentos e seguir o costão em direção ao cume.
 
Para voltar existem duas opções, a primeira é fazer o rapel pela própria via e voltar pela mesma trilha da ida, sendo uma boa opção para escalar mais leve, deixando as mochilas na base. A segunda opção e seguir para o Abrigo 4 a partir do cume do São Pedro, descendo pela trilha da Pedra do Sino.
 
Grau de dificuldade: 3º IV
Conquistadores: Raymundo L. Minchetti, Salomyth Fernandes e Thiers Meireles
Ano da Conquista: 1966
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