FACE SUL - DEDO DE DEUS

A Face Sul do Dedo de Deus é uma típica escalada de aventura da Serra dos Órgãos, bem diversificada, com lances em agarra, aderência, fenda, entalamento e chaminé, além de artificial fixo e um costão de rocha e mato para acessar o cume! Essa via precisa de alguns dias sem chuva para ficar completamente seca, provavelmente uns 5 dias já é suficiente. Uma característica interessante da via é o acesso ao cume independente da clássica escada!  

Para quem vai de carro a dica é estacionar no Paraíso da Plantas, uma espécie de centro comercial com lanchonete, restaurante e supermercado no lado direito da pista de subida, ainda na estrada, mas muito próximo de Teresópolis. Basta se orientar pelo telhado verde que é possível visualizar da estrada.

 

Com o carro estacionado no Paraíso das Plantas, basta descer pelo acostamento da estrada, passando por um estacionamento onde se localiza uma Santinha, e pouco mais abaixo está a entrada da trilha para o Dedo de Deus. Essa entrada é discreta, mas não é difícil de ser localizada.

 

A trilha até a base dos cabos de aço é forte e dura aproximadamente 45 minutos, mas esse tempo pode variar dependendo do ritmo de subida. A trilha termina na base dos cabos de aço, nesse momento é interessante colocar os equipamentos de escalada como a cadeirinha, corda, capacete e sapatilha. O início do trecho de cabo de aço é mais vertical e geralmente fica úmido, logo é preciso subir com atenção!

 

Após uns 100 metros de escalada em cabo de aço, a subida começa a alternar trechos de cabo de aço e trilha. Em dado momento vai aparecer uma discreta bifurcação, nessa hora é preciso ir pela esquerda, seguindo o sentido natural da trilha. A trilha para a direita vai para o Diedro Salomith e Face Leste.

Em dado momento será preciso fazer um lance pequeno de escalada e logo depois mais um lance de cabo de aço. A base da Face Sul fica a direita dos lances finais desse cabo de aço, em um platô discreto, antes de um grande teto e próximo da base da Teixeira. É fácil identificar base já que é possível enxergar um grampo tipo pé de galinha da conquista, que hoje permanece somente como história, já que a P0 foi duplicada com chapas.  

A primeira enfiada é uma bonita travessia para a direita, toda protegida por grampos e termina em um platô confortável com parada dupla. Nesse momento já possível visualizar o sistema de fendas e chaminés logo acima.

A segunda enfiada começa nesse sistema de fendas e segue protegida por grampos, mas em alguns momentos a proteção pode ser melhorada com algumas peças móveis, principalmente se as fendas estiverem limpas. Ela termina em um pequeno platô com parada dupla dentro de uma chaminé, conhecida como chaminé do cocô.

A terceira enfiada é bem curtinha, ela é basicamente um lance de chaminé com um grampo no meio e termina em outro platô com parada dupla logo a direita. Uma opção é emendar a segunda e terceira, mas o atrito/peso da corda pode atrapalhar.

A quarta enfiada começa com uma pequena travessia para a direita, passando por um grampo escondido para depois seguir por outro sistema de fendas e chaminés. A entrada da fenda (crux da via) conta com dois grampos logo no início, mas depois é possível proteger com um BD Camalot 4, melhorando consideravelmente a exposição. Depois a fenda se transforma em um chaminé confortável, passa por uma árvore, outro grampo e segue até a parada dupla. Antes de chegar na parada a proteção pode ser melhorada com um BD Camalot 3.

A quinta enfiada é um artificial fixo que segue em diagonal para a esquerda até um platô de mato. Depois basta seguir por um costão de rocha e mato até o cume, com apenas um grampo no seu início. 

A descida é pela Teixeira, logo é preciso descer a escada e depois seguir o caminho oposto da Face Leste, ou seja, virar para a direita para quem está olhando para a escada. No canto direito do platô é possível localizar os grampos da Teixeira, dai para baixo são três rapeis e depois segue descendo, ora por trilha, ora por cabo de aço.

Dificuldade: 5° VI/A1 E2 D4

Conquistadores: Cláudio Vieira de Castro, Etzel Ritter Von Stockert e Reynaldo Pires Ferreira

Ano da Conquista: 1963

Equipamento sugerido: BD Camalot .3, .4, 3 e 4, sendo possível usar outros tamanhos em diversos pontos da via, principalmente se as fendas estiverem limpas

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